terça-feira, fevereiro 07, 2006

Palavras machucam

Diga, reflita, cuspa e ingira.
Digira e perceba que motivos
são exemplos da realidade indigesta.
Agora, durma, sonhe, levante e esqueça.
Relembre e faça a diferença
em todos os aspectos que quero de você.
Não seja omissa
quanto ao meu papel de companheiro,
mas entenda
que tenho meus limites de compreensão.
Cada momento que vivemos na paixão
é verdadeiro e eterna inspiração
para minhas próximas escrituras de reflexão.
Às vezes,
confesso não ter decência necessária
para proferir um termo em altura
à dor que sente
(por isso sofre, remói, dói, destrói
e arremata para uma conclusão
não sempre coerente com o que é
a realidade do mundo externo ao seu).
Peço perdão por minha vaga compreensão
à falta de paciência por sua parte,
ou por talvez ter exagerado dela
nas frases utilizadas aos outros.
E, se ainda assim não for capaz de
reduzir minha sentença,
por favor, que não fique sem você,
pois a dor que eu sentiria
será maior do que a sua e a minha
(por ter dado devaneios
demasiadamente
desnecessários
aos depósitos de poeira).
Sei que as palavras machucam
e que as escritas são muito mais torturantes.
Mas em minha série de letras seguidamente unidas,
o desejo conjunto era escrever,
não relatar o presente
(que é o que faço realmente nesse exerto),
escrever um passado esquecido,
com sentimentos que tenho
por você na atualidade
(se me permitir, para a eternidade).
Só ver o que está em Marcella....