quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Talvez um poema esquecido dentro de minha mente...

Antes de tantas espécies de palavras,
me debruço na janela
para procurá-las soltas ao vento.
Um dia eu ousei deixá-las
para a prosperidade
soltando meus rugidos de amores
para o vento semeá-las
ao longo da costa que se surgia,
já que pela primeira vez vi
ao alvorecer do horizonte
que você me proporcionou.
Tais magias voaram longe
e nunca mais tive
notícias dessas palavras felizes.
E sempre abro minha janela
para que alguma delas
volte inteira para me acalentar
os sonhos que foram consumidos
pela distância que separou nossos destinos,
ao mesmo tempo tão pertos um do outro.
E por isso duas palavras sei bem onde estão:
uma está comigo
e outra com você.
A principal, quem sabe,
se perdeu na ventania
que surgiu das saudades ardentes
abafadas por uma crise aguda de tristeza
e que no meio da tormenta
se esqueceu do caminho de volta...?
Sei que os frutos semeados
sempre foram colhidos
e poderão eternamente ser apreciados em meu quintal...
por você exclusivamente.

...e que já passara pela eutanásia por amar tanto que a razão se dá sem razão perto do sentimento que nem a eternidade pode apagar...