quinta-feira, novembro 30, 2006

...o que amor significa?

Não se preocupe em colocar
em palavras aquilo que sente.
Eu tampouco consigo fazê-lo.
Tento mascarar em meio a hipérboles,
metonímias e metáforas e hipérbatos
todo o que se passa por meus sentimentos,
sempre tentando não ser repetitivo
nas letras que pronuncio,
já que o que sinto
sempre está em transformação,
crescendo sem imensidão
certa para se limitar.
E, quanto ao seu jeito de
indicar, mostrar, demonstrar, benfazejar
seus dotes de carinho,
tudo será muito bem deixado às claras,
já que nosso momento se aproxima.
Não se preocupe,
sei que o que será explicitado
a mim é verdadeiro, sincero,
porque já pude presenciar muito
ao estar com você,
seja pelos olhares,
seja pelos toques,
seja pelos sonhos.
Recíproco sempre será,
isso tenho certeza.
Não tenho preocupações referente a isso.
O nosso envolvimento é fruto de nossa vontade,
tanto em fazer-nos um pelo outro queridos
quanto em expor toda a segurança
de nossa sólida crença do que sentimos,
de tal modo a nos fazer aptos
a estarmos imersos nessa fantástica
sensação de bem estar que o amor proporciona.
Assim sendo, não existe o longe,
difícil, nem o momento adverso
que possa nos seduzir
em menorizar a nossa relação.
Conseqüentemente,
tão longe e tão perto
assim estou no momento,
mas tão perto ficarei que o tempo
não será o suficiente para dar fim
à intensidade do período
em que estaremos juntos,
o que realmente fará com que aquelas pessoas
realmente sejam tão perto e tão longe,
pois elas não sentirão a imensidão do amor que nos aproxima.
Amar é pouco por você!

sexta-feira, novembro 17, 2006

As flores estão aí...

Dentro de cada receptáculo floral,
existem as inúmeras cores...
inúmeros pistilos, ovários, anteras.
E, em cada galho,
vários cálices se agitam
ao andar aéreo de Bóreas
brincando com Zéfiro.
A tarde se aproxima
do resplendor altivo
cultivado pela primavera reluzente.
Ser deste momento refém
é um ato de respeito
à natureza e uma ação de sábio.
Sentia a perfumada relva debaixo
daquele pano extendido
aos amores que se entorpeciam
da serotonina aplicada
por insubstituíveis demonstrações de carinho.
A felicidade atingida
não é maior em locais amenos,
talvez um pouco mais memoráveis,
já que a conturbada vida cotidiana
traz imensas correrias
até mesmo aos controle desritmado
dos companheiros que calorasamente se consomem.
Lembro-me bem de tantas vezes,
de tantos momentos não amenos,
que foram consumidos pela pressa
de se ser repetidor mecânico dos movimentos
[matinais aos motrizes noturnos nada coreografados.
Seja como for,
como é bom viver da constante mudança colorida adaptável da natureza...

sexta-feira, novembro 10, 2006

Desabafo de um esquecido poema

Desculpe-me
por qualquer atitude
desmedidamente
proporcional à minha imaturidade.
Estou muito so,
muito sem as perspectivas fracionadas
de um pseudo cubismo
ao qual fui inserido
no concretismo
da vida
paulistana trabalhadora.
Ao menos,
sei que você me traz alívio
para meu choro silenciado
pela maturidade de amor não vivido.
Desculpe-me se a constrangi.
Perdoe-me por ser um enamorado
que a muito custo
tentar chamar virtuosa companhia
de seus lábios aos meus.
Sou senão aquele
que se esconde
através de mensagens
que não consigo ser
além de mensagens subliminares
não reciprocamente amadas.
Afinal, onde estou?
Onde estou no mundo?
Mundo, mundo, mundo...