O inverno / Desabafo
Depois daquela última folha se tornasse
amarelada, ou alaranjada, ou avermelhada,
ou melhor, deixasse de ser verde,
senti as brisas geladas vindas do Sul,
anunciando a tristeza de dias mais curtos e mais azuis,
sem tantas brincadeiras das nuvens com o Sol,
de noites mais escuras e trepidante
debaixo de cobertores que cobrem
um só corpo
choroso
por um abandono prematuro
do destino,
que eu tinha certeza de ser o certo,
por mais incerto que fosse encontrar,
no meio de uma multidão,
o sorriso que me traria o Verão,
que se passou.
Agora estou bem agasalhado,
tentando não deixar a lágrima
queimar minha tez marcada
por um suor de prazeres intensos
que não serão revividos agora.
Não adianta eu tentar me aquecer junto ao meu cão,
que pacientemente me acompanha
os passos por esse largo campo
ressecado pelos ventos cortantes e reticentes.
Cada pé segue em uma marcha trincada
por arrepios pelo assoprar polar
que percorreu muitos casais abraçados,
sem os ter afetado,
até chegar a cada falha de minhas pesadas vestes longas.
Estou ouvindo o farfalhar de meu companheiro
em suas brincadeiras com pequenas curiosidades
que se perdem ao alto, ou que são arremessadas ao longe
por tão mal criados ventos solitários.
Vejo ao meu lado o brilhar do pequeno regato,
que tem sas margens mais próximas,
e percebo que sua água está mais triste,
mais pesada, mais escura, mais gelada, mais sozinha.
Poucos são os peixinhos que buscam
aventurar-se um pouco além das pedras
por onde esperam o calor revigorar
o ânimo de um pecilotermo.
Escrevo o seu nome na água,
fazendo tais cordados
se arbigarem no frio de suas minúsculas sei lá o quê.
E vejo seu nome se apagar...
Espero que o meu, escrito em seu coração,
não seja levado pelas lágrimas
que chorou aos monte com seu cigarro
aceso em sua mão direita..
E agora em minha mão direita
está meu coração pulsante,
segurando seu nome acalcado.
Infelizmente, não consegui segurar minhas mãos por dedicarem palavras a pessoas que não mereciam por tanto glamur que não quero atingir. Diversão, imaturidade, sensação de poder, necessidade de um palco, medo de perder o brilho. São todas respostar improváveis, mas que se complementam. Mas nunca deixei de me dedicar ao pensamento de nós, mesmo quando você virava as costas. Sim, em sua ausência renunciei à infelidade para me aderir ao calor do amor que era trocado por nós. E fiz aquilo por realmente não ter um total controle sobre minhas mãos, sobre minhas palavras, sobre minha necessidade de especular termos não antes ditos. Quis inventar novos termos, novas frases, novas estrofes, novos versos. Mas não os dedicaria aos pares de peitos volumosos, tão pouco às vagabundas que julgou serem. E sinceramente não dedicaria tão absortos versículos a nenhuma outra vulva que pudesse ter raiva. Por certo, é quase que um treino para minha mente em busca de arpimoramento em meus escritos que tanto quero vê-los publicados. Está além, na verdade, de uma explicação totalmente lógica, de bom senso. É uma compulsão, assim como fumar, ou qualquer outro vício. Sim, meu vício é escrever. Quero parar com parte de minha enorme vontade de escrever para todas as diferenças do meu cotidiano, e me focar em você...
amarelada, ou alaranjada, ou avermelhada,
ou melhor, deixasse de ser verde,
senti as brisas geladas vindas do Sul,
anunciando a tristeza de dias mais curtos e mais azuis,
sem tantas brincadeiras das nuvens com o Sol,
de noites mais escuras e trepidante
debaixo de cobertores que cobrem
um só corpo
choroso
por um abandono prematuro
do destino,
que eu tinha certeza de ser o certo,
por mais incerto que fosse encontrar,
no meio de uma multidão,
o sorriso que me traria o Verão,
que se passou.
Agora estou bem agasalhado,
tentando não deixar a lágrima
queimar minha tez marcada
por um suor de prazeres intensos
que não serão revividos agora.
Não adianta eu tentar me aquecer junto ao meu cão,
que pacientemente me acompanha
os passos por esse largo campo
ressecado pelos ventos cortantes e reticentes.
Cada pé segue em uma marcha trincada
por arrepios pelo assoprar polar
que percorreu muitos casais abraçados,
sem os ter afetado,
até chegar a cada falha de minhas pesadas vestes longas.
Estou ouvindo o farfalhar de meu companheiro
em suas brincadeiras com pequenas curiosidades
que se perdem ao alto, ou que são arremessadas ao longe
por tão mal criados ventos solitários.
Vejo ao meu lado o brilhar do pequeno regato,
que tem sas margens mais próximas,
e percebo que sua água está mais triste,
mais pesada, mais escura, mais gelada, mais sozinha.
Poucos são os peixinhos que buscam
aventurar-se um pouco além das pedras
por onde esperam o calor revigorar
o ânimo de um pecilotermo.
Escrevo o seu nome na água,
fazendo tais cordados
se arbigarem no frio de suas minúsculas sei lá o quê.
E vejo seu nome se apagar...
Espero que o meu, escrito em seu coração,
não seja levado pelas lágrimas
que chorou aos monte com seu cigarro
aceso em sua mão direita..
E agora em minha mão direita
está meu coração pulsante,
segurando seu nome acalcado.
Infelizmente, não consegui segurar minhas mãos por dedicarem palavras a pessoas que não mereciam por tanto glamur que não quero atingir. Diversão, imaturidade, sensação de poder, necessidade de um palco, medo de perder o brilho. São todas respostar improváveis, mas que se complementam. Mas nunca deixei de me dedicar ao pensamento de nós, mesmo quando você virava as costas. Sim, em sua ausência renunciei à infelidade para me aderir ao calor do amor que era trocado por nós. E fiz aquilo por realmente não ter um total controle sobre minhas mãos, sobre minhas palavras, sobre minha necessidade de especular termos não antes ditos. Quis inventar novos termos, novas frases, novas estrofes, novos versos. Mas não os dedicaria aos pares de peitos volumosos, tão pouco às vagabundas que julgou serem. E sinceramente não dedicaria tão absortos versículos a nenhuma outra vulva que pudesse ter raiva. Por certo, é quase que um treino para minha mente em busca de arpimoramento em meus escritos que tanto quero vê-los publicados. Está além, na verdade, de uma explicação totalmente lógica, de bom senso. É uma compulsão, assim como fumar, ou qualquer outro vício. Sim, meu vício é escrever. Quero parar com parte de minha enorme vontade de escrever para todas as diferenças do meu cotidiano, e me focar em você...
